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sábado, 5 de maio de 2012

Metade do Meio Termo


Metade de meio termo

Paciência é a ciência que eu não consigo entender
Esperar não faz parte do meu vocabulário,
não conseguiu perceber?

Ir com calma não consta no meu velocímetro
nele só existe oito ou oitenta
na minha cabeça,
só tem chance quem tenta...

Controle, só do video game,
nem tv eu uso mais,
Não espero acontecer
quem tem é quem faz

Não existe o ponto X pra mim
aperto A, B ou o Z logo no fim

Me perdi procurando o meio termo.




Por Tati Pimet, do Cala a BOCA Tati!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Caetano






















Vamos ouvir Caetano até a banda passar
Com rebolados da bunda da preta gozadora 
Que não se cala e canta a música ao ver Tieta,
E canta intimando um grito ao pé da cama 
Embaraçando nas pétalas de uma Santa-Rosa
Trazendo bençãos de mãe menininha da Bahia.

Trouxeram suas bençãos dentro do coração
Quando a lua de Jorge fazia boa companhia 
a danada da preta que não se cala e continua
cantando no desejo de ter o pranto de Tieta
Na sua cama, enroscando seus cabelos na
sua mão gozando na pura poesia de ser mulher.

Se ela não te fizer mulher, preta,
O axé há de fazer
Se ela não te quiser enquanto mulher,
Seus dedos há de querer,
Se ela não te chupar,
Sua saliva há de chupar seu fruto
Se ela não te amar,
Não há de perder a fé.


O poeta não sabe quem é a Bahia,
Sem o som de Caetano, 
O poeta não sabe quais são 
Os direitos humanos [...]

[...] Na verdade, o poeta só sabe quem escreve as suas próprias poesias. 





Via do Pensamento, ás Palavras, de Tiago Correia.

Eu tenho um sonho hoje

Eu tenho um sonho hoje



Uma época onde a cor falava mais alto que o carácter, onde o racismo não era apenas um comentário,ou atitude,era uma ideologia enraizada na consciência e nos corações, não apenas dos americanos,mas de todos,seres humanos.Esse vídeo é muito bom para analisarmos o abismo que até hoje não foi fechado, o de brancos e negros.



Via Macaquinhos no Sotão.

domingo, 15 de abril de 2012

Se houver lágrimas


Se houver lágrimas, chore!
Caso tenhas acasos entre
tu e elas,
ainda assim, chore!


Se faltar-te o pranto, chore... 
Só não chore se não fores vivo,
Na alegria, na paz, na angústia, 
na solidão, chore...


Se houver amor,
Chore com lágrimas da paixão,
Derrame sobre-as a intensidade
que a vida lhe dar,


Seja pouco fixo, 
Eternize-se na efemeridade da vida, 
Viva os instantes utópicos...
Ao adormecer final, seja vivo!!!


via Do Pensamento ás Palavras, de Tiago Correia.

sábado, 7 de abril de 2012

Senso Crítico






A Filosofia é como um puzzle, cada peça é mais uma ideia e uma forma de pensar que completa a disciplina. Não se baseia em fatos e corpos reais, mas em crenças e ângulos de vida distintos. A Filosofia vai à origem, ao cerne, vai em direção das questões que nos parecem sempre mais simples, mas que demoramos mais tempo a responder. Com a Filosofia o básico torna-se complexo, e este ciclo faz-nos refletir. Podemos saber fazer contas, podemos saber o que estamos a analisar ao microscópio, podemos até identificar a constelação que estamos a ver no céu, mas devemos sempre saber pensar e usar como objeto de estudo a própria realidade, questionando-nos muitas e muitas vezes. Porque quanto mais algo é questionado, mais é compreendido.

O ser humano é um ser racional, com curiosidade em descobrir mais sobre o que o rodeia. Por observação da realidade, este questiona-se sobre o modo como ela opera e sobre a sua própria existência.

No entanto, para que haja uma sociedade organizada e ordenada, é necessário tomar algumas ideias como garantidas (como a ideia de que possuímos livre-arbítrio e a questão da justificação do estado), que não são refletidas pela maioria das pessoas.

A filosofia que não é mais do que uma atividade que realizamos de forma natural: inquirir-nos sobre a natureza das coisas, de modo a adquirir conhecimento e combater a ignorância de cada um.










Via Pensamento Sem Dogmas.

sábado, 31 de março de 2012

A CIGARRA E O CHATO

Freud sempre se preocupou com coisas simples, característica dos gênios: achar o novo no que todo mundo vê, mas que não enxerga. Entre suas simplicidades, ele escreveu dois artigos em 1908 que sempre me chamaram a atenção pelo tema que abordam e que assim eu resumiria: por que tem tanta gente chata no mundo, aquela que começa a contar um caso e já vai dando sono, e tem gente interessante que, contando a mesma história nos desperta e interessa?

Sou coagido a voltar à minha vida simples que ficara imêmore na riqueza da infância pela qual, ligeiramente, um dia passei: as viagens ao sítio de meu pai, onde a minha mãe sempre tinha explicações lendárias para o funcionamento da Natureza.

 O meu olhar era lendário. Mas esse tempo se foi e, por conseguinte, com ele também se foi o meu olhar, o meu olhar lendário, o original, o mais verdadeira. Tal olhar me permitia enxergar nos acontecimentos simples o porquê das coisas. 

Às vezes isso não era bom; pois, quase sempre, me suscitava uma espécie de desconforto, em outras palavras, era intrigante, talvez não quanto à cigarra . Ela me intrigava de verdade. O som produzido por seu canto era estridente e sem intervalo. 

Era um acanto chato que perdurava o dia. Certa vez eu perguntei a minha mãe por que a cigarra não parava de cantar. Ela me disse que as cigarras não podem parar de cantar, cantam até explodir. Isso me intrigou mais ainda, bem mais do que o canto chato da cigarra.

E a cigarra continua a me intrigar; pois, apesar de o seu canto ser estridente, ela não o escuta: as cigarras se protegem contra o volume intenso de seu próprio canto. 

Tanto o macho como a fêmea dessa espécie de insetos possuem um par de grandes membranas que funcionam como orelhas. Elas são os tímpanos, conectados ao órgão auditivo por um pequeno tendão que reage ao insistente e chato canto, que só serve para os outros.

Um chato quando abre a boca é chato. Todos têm que ouvir o barulho estridente de sua voz. Ele é o mais inteligente, é o mais bonito. A sua feiúra aparece apenas na chatice de que todos fogem, mas ele não a percebe, pois não consegue escutar o que diz.

 Ele não para de falar e nem pode parar de falar, tem um ego a inflar... inflar até explodir. Por mais brilhante que seja um caso, quando contado por um chato perde o brilho, dá sono, pois o chato se protege do encanto de suas histórias, ele é o próprio encanto.

O chato não encanta nem tem encanto, tem a “verdade”, é arrogante. A arrogância está intimamente ligada à vaidade. A palavra “vaidade” vem do latim “vanus”, que quer dizer “vão”, o vazio, o sem conteúdo. Assim é o chato.