domingo, 19 de agosto de 2012

Darth Vader vai á faculdade: Análise do Discurso de uma história em quadrinhos da saga Star Wars













               Contexto:

Na história retratada, o Imperador Palpatine é um homem que liderando uma conspiração política, deu um auto-golpe de Estado, abolindo a República da qual era primeiro-ministro e declarando um Império que de autoritário, ele passou a tornar efetivamente totalitário, a partir de uma série de medidas tomadas para se eternizar no poder. 
 
Tendo tomado o poder há pouco tempo, e já tendo que lidar com insurreições e descontentamentos provocados por uma série de medidas centralizadoras executadas pelo seu governo, além da existência de opositores a sua ideologia político-religiosa, ao mesmo tempo em que faz uso de seu confiança (Lorde Vader) para suprimir os opositores de maior expressão, adota uma série de políticas repressivas e excludentes para garantir controle social e econômico sobre as populações dos territórios submetidos.

Personagens:

Imperador Palpatine:

Adepto de uma ideologia-religião que prega a tomada do poder por todos os meios possíveis manipulou a política de seu país para primeiro conseguir ser eleito chefe executivo, fazendo uso de uma guerra provocada previamente por ele mesmo, para conseguir prerrogativas o suficiente para tomar o poder total e ordenar uma caçada aos seus inimigos políticos.

 Homem de natureza extremamente pragmática e conhecedor da natureza humana, ao mesmo tempo em que possuidor de muito poucos escrúpulos, oficializou no país da história variadas políticas de cunho centralizador e excludente, entre elas a da tolerância oficial da escravidão, tanto como forma de imposição de poder político, através da desinvidualização e da dispersão de grupos considerados insubordinados, como para extrair trabalho gratuito para a indústria do país.

Lorde Vader:

Aprendiz e confiança do Imperador foi instrumental para sua subida ao poder, por ser membro de alta importância do grupo militar e religioso que mantinha a República, os Jedi. 

Convertido á causa de Palpatine devido a uma sutil manipulação psicológica praticada por ele desde que percebeu o seu potencial, ainda garoto, ao mesmo tempo em que é um individuo expedito e arrojado, também é um homem perturbado por um passado pobre, no qual foi escravo junto com sua mãe num planeta distante, pelos traumas e perdas sofridos na guerra civil na qual lutou quando jovem, e pela morte da esposa e perda dos filhos, decorrente da sua traição aos antigos colegas quando decidiu se unir ao então primeiro ministro.

Análise do Discurso:

Quando Vader tenta questionar o Imperador, este, tendo tanto sua capacidade natural de empatia, como conhecimento sobre seu subordinado, prevê sua possível opinião no que concerne á escravidão, e tenta criar um discurso justificando sua posição política, tornando-a tolerável para Vader. 

Primeiramente, ele tenta mostrar compaixão pelo sofrimento passado de seu subordinado, tentando se desculpar retoricamente pela ‘’indelicadeza’’ de legalizar a escravidão tendo um ex-escravo como associado político. Após isso, ele tenta requalificar os atos praticados pelo Governo, diferenciando-os da escravidão praticada visando o lucro, por grupos marginais, como um ato judicial e pedagógico de cunho corretivo, para disciplinar criminosos políticos com os quais de outra maneira  o país teria de lidar com ações sumárias contraproducentes. Enquanto finaliza sua explicação, como uma forma de afirmar sua primazia sobre Vader, Palpatine sai, dizendo a ele que deve para estar preparado para aceitar tal situação, mesmo tendo alguma discordância em relação a ela.

Referencias
Hartley, Welles; Harrison, Mick. STAR WARS Dark Times– Nº 3, Ed: On line. São Paulo.


 Um salve aos colegas Jorge, Marcelo, Patricia e Rafles, que comigo compuseram e apresentaram o trabalho original que serviu de base a este artigo.

Agradecimentos a colega Caroline, que foi vital para sua finalização.




Um scan dos quadrinhos da Lucas Books, editados aqui no Brasil pela On Editora em edições contendo 4 histórias por revista.




 




domingo, 5 de agosto de 2012

Professor Nick número #03. (Agosto)- ''A Igualdade da Fraternidade''


Professor Nick número #03. (Agosto)   

''A Igualdade da Fraternidade.'' 


Essa série de fotos não foi tirada por mim, mas eu bem queria estar com máquina para tirar pessoalmente. Se trata de uma série de fotos de uma dupla de cadelas gêmeas que são mascotes de um do departamento de Exatas da minha faculdade. Sempre quis fazer uma das minhas capas com elas, mas ora estava sem chip de memória no celular, ou meu computador recusava qualquer tipo de coisas que não fossem entradas USB.

Um dia, andando perto do Departamento de Exatas, me deparo com um tributo a uma das irmãs, morta por alguma razão. Perguntando a uma faxineira, descubro que foi em razão de complicações decorrentes do parto de 7 filhotes seguidos, deixando a irmã sobrevivente solitária, tendo apenas como companheiros ocasionais de brincadeiras os colegas dos outros departamentos, que passei a ver ao seu lado em lugar da irmã.

Antes desse fato, desejava fazer com ambas uma capa ressaltando a beleza da simetria e da semelhança, e agora devido a esse triste acontecimento,  a capa ganha também contornos de eulogia e homenagem.

Sentiremos sua falta, cachorrinha gêmea do Departamento de Exatas.

(E, por sinal, a irmã remanescente está necessitando de ajuda. Assim que conseguir outros dados, disponibilizo aqui para os leitores interessados em ajudar de alguma maneira. )




Professor Nick



SSA, 05/08/2012

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Sonhos de Consumo 2012



Animes:


Ghost in the Shell
Cybuster
GunbusterPatlabor
Vampire Hunter D
Cowboy Bebop
Crayon Shin Chan
Samurai X
Afro Samurai
Battle Royale





Quadrinhos e Livros:


Preacher(de  Garth Ennis)
Spawn
A Passagem(Justin Cronin)
Ágape(P. Marcelo)
Livro Vermelho(Mao)
Misto Quente(Bukowski)




Jogos:


Fallout(III, e se lançarem o 4 até lá, melhor ainda)
Sanity Requiem
Resident Evil 6
Elder Scrolls: Skyrim



Esportes:

Aikido, ou qualquer outra luta defensiva-ofensiva.






domingo, 20 de maio de 2012

Filme antigo: O Homem da Capa Preta



Trailer do filme ''O Homem da Capa Preta'', sobre um homem conhecido como Tenório Cavalcante. A própria história do individuo que biografa vale mais uns 5 filmes, no mínimo. Talvez depois faça um texto sobre ele.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A caleidóscopica globalização


O fenômeno da globalização trouxe consigo não apenas o avanço científico-tecnológico; observa-se, como produto deste processo, uma nova forma de relação com o meio ambiente, bem como, uma nova organização do trabalho em todo o globo. A temática em questão expõe-se atualmente em um sentido marcadamente ideológico, funcionando sob a égide do neoliberalismo.

Se por um lado o mundo parece menor, devido à velocidade do fluxo de informação, produto do desenvolvimento tecnológico verificado nos últimos anos; por outro, a globalização demonstra sua face cruel, marcada pelas constantes agressões ao ambiente natural e pela intensificação da exclusão social.

Este processo nada mais é que uma ferramenta do capitalismo comercial. As grandes corporações dominam o cenário econômico, sobrepondo-se, em poder, ao próprio estado, que se mostra cada vez mais subordinado. De modo que, verifica-se o estímulo às compras desenfreadas, visando o alto lucro da elite burguesa. Desta forma, o consumismo torna-se uma característica comportamental da população mundial, causando impactos ambientais em escala global, devido à obsolescência dos produtos comercializados.

As grandes corporações ampliam suas matrizes industriais aos países subdesenvolvidos e emergentes, em busca de mão de obra barata e vantagens fiscais. Consequentemente, assiste-se a uma organização do trabalho caracterizada pela exploração em larga escala dos trabalhadores nas fábricas e industrias, cenário característico do capitalismo. Via de regra, estes trabalhadores não têm acesso sequer aos direitos legais, muito menos ao que seria deles por justiça.

Faz-se urgentemente necessária a revisão deste sistema injusto e excludente, visando à desconcentração do capital do controle elitista, e a promoção de uma distribuição de renda justa que atenda aos anseios da população trabalhadora. Os governos devem, portanto, intervir no cenário econômico limitando as ações das grandes empresas. E, acima de tudo, é responsabilidade do estado garantir direitos trabalhistas reais com a intenção de abolir a organização do trabalho baseada na exploração dos trabalhadores, que ocorre atualmente.


Pelo amigo Ricardo Moreno.

Desperdiçando tempo de maneira produtiva

Jogos em flash que jogava quando menor(3 semanas menor, em alguns casos...) Muitos deles tem valor artístico ou cultural genuíno, especialmente para quem entende algo de inglês.
















Oiligarchy


Mostra ''mais ou menos'' como a indústria do petróleo ajudou a moldar o mundo moderno.














Mastermind: World Conqueror


Põe o jogador na pele de um vilão que deseja conquistar o planeta. Destaque para a arte e a programação.














McDonalds Videogame

Retrato ficcionalizado de como opera a indústria do fast-food.



Game Art de primeira. Você tem UMA chance de salvar o mundo.


Jogo educativo, que ensina conceitos de Biologia enquanto diverte.


A lógica simples da reação em cadeia.



Uma caricatura da vida burocrática e corporativa em geral.



Jogo de terror. O fato dele causar genuíno medo, mesmo sendo apenas um jogo em flash, conta muitos pontos para ele.


Jogo de arte. Descubra os seis finais para a história de amor entre o rapaz, a moça... e a Lua.


Sacrifique dezenas e dezenas de homens de brinquedo para garantir as posições até o esgotamento do outro exército. Algo relativamente a ver com as guerras de verdade.






Como descobri o ladrão de marmitas




Não sou de tomar partido.
Prefiro ficar à margem das coisas que não me dizem respeito.
Quando pedem minha opinião sobre esse ou aquele assunto, mesmo que seja polêmico, não tenho medo de ser sincero.

Mas não espere me encontrar discutindo minha opinião ou a dos outros. Opinião e bunda todo mundo tem. Mais ou menos: tem gente que não tem bunda.
Não tomo partido principalmente no trabalho, onde os “colegas” têm a obrigação de serem simpáticos e agradáveis, aceitando a cor, o credo, o modo de vestir, o time do coração, a posição política ou a orientação sexual de todos.

Alguns administram isso melhor do que outros, mas é possível ver nos olhos desse ou daquele o desconforto disfarçado quando dizem “- Pois não?” ou “- Obrigado.” ou “- Cada um cada um, não é?”.
Imagine se pudéssemos falar para quem trabalha conosco o que realmente pensamos deles? Ou, melhor ainda, o que gostaríamos de fazer com eles?

Quem gosta de falar tem que estar preparado para ouvir, e poucos tem a noção dessa regra fundamental para o bom relacionamento, principalmente em um ambiente onde estamos juntos por necessidade e não por prazer.
Por isso, como já disse, não me envolvo. Porém, de mais ou menos um mês para cá alguns fatos ocorridos no meu trabalho me levaram a tomar uma posição.

Começou em uma tarde de segunda-feira. Estava enchendo minha garrafa com água – supostamente – potável do filtro do corredor quando ouvi duas mulheres do meu departamento conversando.
“- Roubaram a marmita da Maria!”
“- Qual Maria?”
“- A Maria, aquela moça nova, da nossa recepção...”
“- Roubaram a marmita dela?”
“- Não, a marmita inteira, não.”
“- Então, roubaram o quê?”
“- Roubaram... ”

Minha garrafa acabou de encher e não quis que percebessem minha atenção. Voltei para minha mesa sem ouvir a conversa toda.
A empresa onde trabalho fica em uma região distante da cidade e seu entorno é desprovido de boas opções para almoço. Assim, coloca à disposição dos seus funcionários um restaurante, uma lanchonete e um café. E distribui vale-alimentação para todos.
As pessoas que quiserem trazer sua própria refeição podem utilizar a geladeira e o microondas disponíveis nos pequenos refeitórios, dois por andar, um em cada lado do prédio.

Nunca pensei em fazer isso; acho a comida do restaurante e os lanches da lanchonete bastante razoáveis.
No dia seguinte a colega da baía defronte da minha, analista como eu, voltou nervosa do almoço. Não lhe perguntei o que havia acontecido, é claro, mas, curioso, deixei o som desligado, ficando apenas com os fones nos ouvidos. Ela estava furiosa e desabafava com o colega ao seu lado:
“- Era só o que faltava! Fui almoçar e quando abri minha marmita, o ovo mexido tinha sumido!”
“- Omelete?”
“- Não! Ovos mexidos... Roubaram! Você acredita?”
“- E o resto da marmita?”
“- O resto? O arroz com feijão, a berinjela e as batatas?”
“- É!”
“- Deixaram lá.”
“- E você comeu?”
“- Claro que não!”

Liguei o som novamente e a música que tocava na rádio era “Real Man”, do Bruce Springsteen: “... To some smooth talkin' cool walkin' private eye...”.
Naquele mesmo dia, já encerrado o expediente, no elevador, ouvi duas estagiárias comentando que o roubo das marmitas não era novidade. Estavam preocupadas.
“- Imagina. Se abrem sua marmita para roubar a mistura, podem muito bem não roubar nada e deixar algo lá.”
“- Verdade. Alguém já reclamou com a segurança?”
“- Parece que falaram com a secretária do diretor.”
“- Será que ela vai falar com alguém?”
“- Duvido!”

“Ela tem razão!” – pensei. A última pessoa da qual se deve esperar alguma providência é a “secretária do diretor”. Aliás, qualquer pessoa próxima a qualquer diretor evita a todo custo comunicar problemas a seu chefe. Talvez seja um dos motivos de diretores estarem sempre sorridentes, aparentando não terem nada para resolver.
Passei na padaria e comprei queijo e presunto. Em casa descongelei dois filés de frango, hidratei um pouco de shitake seco e com esses ingredientes preparei um rolê de frango.
Procurei no armário e achei um monte de caixinhas de plástico, não usadas desde que fui casado, anos atrás.
Tupperware, é como são chamadas. “Tupperware, entupeware, anywhere” deveria ser o slogan disso. “Por que será que sempre há mais caixas do que tampas?”, indaguei.
Consegui encontrar a tampa da mais transparente entre as caixas e com ela fiz minha marmita, colocando o rolê de frango coberto com molho branco e acompanhado de algumas batatas sautê.

No dia seguinte coloquei-a em um lugar visível na geladeira, junto a um monte de outras marmitas. Fiquei espantado com a quantidade delas. Não imaginava que tantas pessoas trouxessem a própria refeição.
O refeitório fica aberto até as 14:00h. Consegui almoçar somente às 13:30h, morto de fome, esperando não ter sido a vítima da vez. Encontrei minha marmita intocada e saciei o apetite.
Naquela noite preparei outra receita: medalhão de filé mignon ao molho madeira, acompanhado de risoto de alcachofra. Fazia tempo que não cozinhava com tanta motivação.

Não fui almoçar muito tarde na quinta-feira. Se estava em uma investigação, pensei, precisava observar as pessoas que almoçavam naquele refeitório onde os eventos aconteceram para tentar encontrar, dentre elas, alguém que levantasse suspeitas.
Nos dia seguinte levei novamente “meu rango”, desta vez um mexido de ovos que aprendi a fazer no Ponto Chic.


(....)


Mais em Dicas sobre nada, do grande amigo Capitão Ócio.